Despesas de fim de ano


12/12/2015  

Seguro prestamista protege o consumidor comum em suas compras

O fim do ano está chegando. É época de festas, confraternizações, presentes e alegria! Mas também é tempo de lembrar que logo ali, no início do ano que vem, começam a chegar a conta do cartão de crédito com as compras do Natal, a lista de material dos filhos, IPVA, IPTU, etc.

Isto num momento em que a crise econômica bate mais forte na porta do cidadão: segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação alcançou 8,9% da força de trabalho no terceiro trimestre de 2015 e a inflação com base no IPCA aumentou para 9,6%. Essas são as maiores taxas em vários anos.

Mas esta época não precisa ser, necessariamente, uma dor de cabeça. Uma forma de passar por ela de maneira mais tranquila é contratando um seguro prestamista, que tem como objetivo evitar a inadimplência do consumidor, pagando suas dívidas em caso de perda de renda por desemprego, invalidez ou morte (conforme as definições de cada contrato).

“Essa apólice é contratada, geralmente, no momento da solicitação de um empréstimo para a compra de um produto em uma loja de varejo. Para a instituição financeira que concede o empréstimo ou que vende o bem, esse tipo de apólice auxilia na redução da inadimplência, impactando positivamente nos resultados financeiros. Para o consumidor, o contrato é uma ferramenta de proteção das finanças pessoais, diante de diversos imprevistos”, explica Henrique De La Torre, Diretor Geral de Seguro de Pessoas do Grupo BB e Mapfre.

Seguro educacional

Dentro do seguro prestamista existe ainda o seguro educacional, que garante o pagamento das mensalidades escolares diante do desemprego, invalidez ou morte dos pais ou responsáveis. O seguro é quitado junto com a mensalidade escolar.

Variações

De La Torre ressalta que as apólices podem sofrer diversas variações no que diz respeito à vigência e coberturas: “há uma limitação em relação ao montante total do valor do empréstimo a cobrir, mas, na maioria dos casos, esse valor é suficiente para cobrir a maioria das necessidades dos clientes. No caso específico do seguro educacional, temos três tipos de opções: cobertura para somente a série atual de estudo do aluno; para todo o ciclo escolar do período vigente (todo o ensino fundamental, por exemplo); ou para todos os ciclos oferecidos pela instituição de ensino (Ensino Fundamental I e II e Ensino Médio)”.

Oportunidade para o setor de seguros

O consumidor já entendeu que para sobreviver à crise é preciso ter jogo de cintura e, principalmente, disciplina. Mesmo com o fim do ano chegando, é hora de economizar, reduzir gastos e pensar duas vezes antes de contrair uma nova dívida. Contratar um seguro também é uma forma de praticar economia, prevenindo-se contra riscos e imprevistos.

Pelo que comenta De La Torre, o brasileiro já está começando a perceber isso, o que tem feito o consumidor buscar este tipo de apólice. “Do ponto de vista do mercado segurador, percebemos que, em momentos de retração econômica, ocorre a ampliação da consciência sobre a proteção do patrimônio e uma maior busca por esse tipo de apólice. Além disso, apenas 12% das pessoas possuem algum tipo de seguro, dado que revela o potencial de crescimento do mercado segurador”, afirma, entusiasmado.