Festas de rua comemoram o casamento real na Inglaterra


26/04/2011  

A celebração de acontecimentos nacionais em festas de rua tem uma longa história e é uma tradição de séculos no Reino Unido. O casamento do príncipe William com Kate Middleton, dia 29 de abril, em Londres, deve ser comemorado em mais de 5.500 festas de rua, algumas reunindo multidões outras, poucos vizinhos na garagem de um deles.

As exigências para a realização das festas variam de prefeitura para prefeitura, mas o ponto em comum é que os governos municipais custeiam as despesas do fechamento das ruas e de segurança. E nesses eventos o seguro está sempre presente, particularmente, o de responsabilidade civil. Embora alguns governos municipais sejam mais tolerantes na exigência de contratação do seguro de responsabilidade civil, os organizadores das festas de maior porte costumam comprar essa proteção.

A prefeitura de Liverpool, município metropolitano da Inglaterra, quarta maior cidade do Reino Unido, por exemplo, informa no seu site que o custo de uma apólice varia de £ 50 a £ 80 (libras esterlinas) por pessoa, com cobertura para lesões ou danos corporais em festas com a participação de até 200 pessoas.

Coberturas adicionais podem ser contratadas para mesas e cadeiras, toldos e geradores. Iniciativas criativas dos organizadores é que não faltam para a compra do seguro: vão do rateio entre os participantes da festa à promoção de rifas. Festas de rua que reúnem apenas os moradores têm risco baixo, podendo dispensar o seguro.

Apesar de a maioria das prefeituras não pedir um plano de risco para pequenas festas de rua, a sugestão é que os organizadores planejem a redução do risco, a começar com a elaboração de um “Plano B”, como estratégia para o caso de chover no dia do casamento real ou de algum imprevisto. As sugestões vão de pratos e copos de plástico, passando por precauções de segurança quanto à colocação de enfeites até à designação de um responsável pelo churrasco e demais comes e bebes.

As prefeituras do Reino Unido distinguem as festas de rua privadas das que têm aspecto comercial. Nas primeiras, os organizadores pedem aos vizinhos que levem comidas e bebidas para compartilharem entre si. Já nas festas em que há venda de comes e bebes há exigência de licença da prefeitura para cada um dos itens, inclusive para música ao vivo ou gravada, mediante pagamento de taxas.

Os preparativos para o casamento real estão na reta final e as informações oficiais divulgadas são poucas para a imaginação fértil dos milhões de súditos do Reino Unido. Dos 1.900 convidados para a cerimônia na abadia de Westminster, ainda não se sabe, por completo, quais são as suas identidades. Mais secretas ainda são as personalidades que terão trânsito livre nas festas que serão realizadas depois da cerimônia religiosa.

Enquanto o seleto grupo de convidados circular nos salões da realeza, milhões de britânicos estarão comemorando nas ruas o casamento do príncipe William, segundo na linha de sucessão ao trono da Inglaterra e filho primogênito do príncipe Charles e da princesa Diana, falecida em 1997.

A estimativa entre fãs da realeza e turistas estrangeiros que se deslocarão para o centro de Londres é de 600 mil pessoas. O batalhão de jornalistas e fotógrafos está previsto em 8.000 profissionais. O casamento do príncipe William e de Kate terá uma cobertura de mídia inovadora, devendo arrebanhar mais de dois bilhões de pessoas em todo o mundo. Será o primeiro casamento real britânico transmitido em tempo real pela web, com o ineditismo de aplicações móveis. Também será o primeiro com lançamento da trilha sonora no iTunes na hora da cerimônia, sem falar na tradicional transmissão ao vivo pelas redes de televisão.

Só para efeito comparativo, a badalação da mídia em torno do potencial futuro rei do Reino Unido deverá superar a audiência de alguns dos eventos de televisão mais assistidos na história, como a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, que atraiu cerca de um bilhão de espectadores ao vivo.

E a data festiva acabou favorecendo outros noivos que, ao contrário, da família real, precisam de seguro. De fato, para celebrar o casamento real em 29 de abril, a Sterling Seguros informa que fornecerá grátis seguro de casamento que inclui cobertura contra anulação do enlace de até £ 20.000 e mudança de data de até £ 15.000. Além disso, o bolo e as flores estão cobertos em até £ 5.000 e carros e transporte em até £ 3.000. A cobertura está disponível gratuitamente como uma extensão de qualquer novo seguro residencial ou empresarial contratado em abril, maio e junho de 2011 na citada empresa.

Segundo David Sweeney, da Sterling, “o casamento real é uma ocasião maravilhosa para o país e uma oportunidade para que todos possam comemorar. Nós pensamos que a promoção era oportuna para marcar a ocasião e lembrar a outros casais felizes que os custos com o casamento carregam riscos como os de cancelamento ou outros problemas. É sábio que os casais se protejam contra esses riscos”.

A apólice também inclui proteção contra o risco de ter de fotografar ou filmar o casamento de novo (em até £ 3.500), contra a falha de fornecedores (até £ 10.000), artigos de papelaria do casamento (até £ 1.500) e de responsabilidade civil (até £ 2,5 milhões). Opções com coberturas mais amplas estão disponíveis mediante um prêmio adicional.