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Entenda o seguro para bens de luxo

Proteção para joias, obras de arte, etc

 • Por que o seguro de objetos de luxo é necessário?

• O que é?

• Quais são os diferenciais do seguro para o mercado de luxo?

• Seguro residencial

• Seguro multirrisco de obras de arte

• Seguro de automóveis

• Por que muitas obras de arte não têm seguro?

• Como calcular o valor de obras de arte e joias?

• Quais os cuidados recomendados para a preservação de obras de arte?

• Outros cuidados fundamentais

• Luz

• Condições climáticas

• Insetos

• Água

• Monitoramento do ambiente

• Guarda

 

Por que o seguro de objetos de luxo é necessário?

Quem já acumulou o seu primeiro milhão pertence ao círculo restrito dos afortunados. Conservar a riqueza é fundamental para quem chegou ao exclusivo clube dos milionários e quiser se manter nele.

A pessoa que ficou rica quer ganhar mais dinheiro ou não perder tudo o que conquistou. Independentemente do objetivo, essa camada da população de alta renda dispõe de uma série de seguros exclusivos que atendem às exigências desse público exigente e criterioso.

É ilusão imaginar que basta ser rico hoje para permanecer rico amanhã, ensinam consultores de grandes fortunas. A perpetuação da riqueza exige planejamento e controle. Nessa estratégia, a proteção dada por seguros específicos é fundamental.

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O que é?

A partir da década de 90, com a abertura e a estabilização econômicas, o mercado brasileiro de luxo apresenta forte expansão. Apesar de pouco acessível, devido às desigualdades sociais e à concentração de renda, esse mercado movimentou o equivalente a US$ 8,94 bilhões em 2010, com crescimento de 28% sobre o ano anterior. Os dados são de pesquisa realizada pelo grupo GFK Indicator em parceria com a MCF Consultoria, com 79 empresas desse nicho de mercado.

A maioria dos consumidores do segmento tem de 26 a 35 anos de idade e possui pós-graduação, apresenta renda mensal superior a R$ 10 mil, investimentos pessoais acima de R$ 100 mil e gasto médio por compra de R$ 4.710,00, principalmente em artigos de moda, alimentos e bebidas. O sexo feminino é predominante e São Paulo concentra quase 70% do mercado de luxo brasileiro.

Por sua vez, o número de seguros voltados para o público de alta renda acompanha o ritmo de expansão desse mercado. Em geral, as apólices para automóveis mais caros, a partir de R$ 150 mil, são as mais comuns.

À medida que se desenvolve o relacionamento da seguradora com um consumidor com esse perfil são oferecidos outros produtos, como proteção para seus imóveis, obras de arte, etc. Outros produtos também costumam ser oferecidos, entre eles seguros para imóveis de alto valor, obras de arte, embarcações, jatinhos, helicópteros, joias, coleções valiosas, pedras preciosas, porcelanas antigas, cristais, etc.

As apólices são exclusivas e diferenciadas. Dependendo do bem a ser segurado, a sua contratação é acompanhada por consultores especializados que fazem uma avaliação meticulosa.

Outro serviço disponível é o do gerenciamento dos riscos que, acatado, pode reduzir o custo do seguro. Por exemplo, o corretor especializado nesse serviço aponta para o segurado a necessidade de prevenir uma eventual infiltração no local em que se encontra um quadro valioso. Supondo que nenhuma providência seja tomada, o risco para a seguradora será maior e, consequentemente, o prêmio do seguro também.

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Quais são os diferenciais do seguro para o mercado de luxo?

As coberturas dos seguros residencial, automóvel, embarcações, motos acima de 500 cilindradas, helicópteros e jatinhos particulares oferecem as proteções básicas, semelhantes às das apólices tradicionais, além de outras adicionais.

Cada apólice é planejada para uma situação específica, com garantias predeterminadas, levando em conta, sobretudo, seu custo e o patrimônio a ser garantido.

São garantias específicas, bastante especializadas, para obras de arte, peles, ouro, joias e preciosidades de alto valor.
Entre as características particulares das mais variadas proteções, de incêndio e roubo até responsabilidade civil, Tudo Sobre Seguros destaca:

 

Seguro residencial

Além das coberturas para incêndio, roubo, danos elétricos, vendavais e responsabilidade civil familiar, são oferecidas garantias especiais para a proteção de bens valiosos, cujos riscos são excluídos das apólices tradicionais.

Os seguros de objetos de valor são feitos em contratos exclusivos e personalizados para garantir obras de arte, antiguidades, acervos, coleções valiosas, joias, relógios, projetos de paisagismo e objetos de luxo, como bolsas de grife, algumas da Hermès, que custam a partir de 1,5 mil euros e bolsa para tacos (bag golf) da Louis Vuitton, pela bagatela de 6.800 libras esterlinas, a mais em conta.

A aprovação e detalhamento das coberturas das apólices são feitos com o apoio da avaliação de especialistas responsáveis pela elaboração de um relatório detalhado dos bens e de sugestões de adoção de medidas de prevenção à segurança pessoal e patrimonial, de acordo com o perfil do segurado.

Um especialista vai à residência a ser segurada para avaliar o custo de reposição dos bens existentes, documentando-os em fotos. A visita dura cerca de uma hora, período suficiente para que ele anote detalhadamente as características, conteúdo e o acabamento do imóvel.

O segurado recebe um relatório da avaliação, acompanhado das fotos, de recomendações de segurança e de prevenção de eventuais perdas, além de sugestões para melhor proteção das obras de arte e outros bens de valor contra eventuais danos que possam ser provocados por ação de água e luz. A partir daí, são definidas as coberturas do seguro patrimonial.

As seguradoras que trabalham nesse segmento do mercado primam pela excelência dos serviços e pela credibilidade conquistada com seus clientes. Além de oferecerem coberturas sob medida para os segurados de alta renda, as empresas se desdobram para fornecer serviços adicionais, muitos deles gratuitos.

Além dos mimos das apólices tradicionais, o serviço de Assistência 24h para residências de alto padrão costuma incluir segurança e vigilância, transferência e guarda de móveis, aluguel de eletrodomésticos, guarda de animais de estimação.

Na hipótese de um sinistro, o especialista pode orientar na reposição de uma coleção e na reconstrução da residência com o objetivo de recuperar as características originais do imóvel e do seu conteúdo.

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Seguro multirrisco de obras de arte

Este é um tipo de apólice residencial que oferece coberturas completas, incluindo obras de arte. É um produto que supera, de forma abrangente, as limitações da cobertura oferecida para o risco de incêndio desses bens pertencentes ao segurado ou que estejam devidamente documentados sob sua guarda, tutela ou custódia.

Esse seguro não tem franquia e prevê perdas e danos decorrentes de qualquer causa, até acidentes causados por empregados, ocorridos dentro do local do risco indicado na apólice.

A cobertura básica inclui roubo, furto qualificado, alagamento, terremoto, maremoto, vendaval, furacão, ciclone, tornado, granizo, queda de aeronaves, impacto de veículos terrestres, desmoronamento, tumultos, motins e outros riscos semelhantes. Abrange, ainda, riscos de atos de má-fé ou dolosos praticados por outras pessoas, incêndio, raio e explosão de qualquer natureza e suas consequências.

O critério básico para definição do custo (prêmio) do seguro de uma obra de arte é, como em qualquer outro seguro, o risco de roubos e danos. Enquanto o prêmio de um seguro de carro custa, em média, 9% do valor do veículo, o percentual relativo a obras de arte cai para 0,8% a 2% da importância segurada.

O custo é diferenciado de acordo com os locais em que as obras de arte se encontram (residências, bancos, empresas, museus, fundações, oficinas de restauração, etc.), entre outros fatores.

O risco de transporte também pode ser coberto, com pagamento de prêmio adicional. A cobertura pode ser agregada ao seguro para exposições e garante proteção desde o momento em que a obra é retirada do seu local de origem, passando pelo período de exibição, até o seu retorno.

A contratação da apólice multirrisco é antecedida de avaliação feita com assessoria de experts em arte. O valor da importância segurada é de responsabilidade do cliente. Vale lembrar que, em caso de sinistro, a indenização é sempre limitada ao valor de mercado que puder ser atribuído por peritos e marchands contratados pelas seguradoras.

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Seguro de automóveis

Este seguro voltado para pessoas de alto poder aquisitivo é oferecido para veículos acima de R$ 120 mil. O custo varia de acordo com o perfil do segurado. Não existem parâmetros predeterminados para definir o valor do prêmio.

Veículos blindados, em geral, têm um acréscimo em torno de 35% sobre o custo do seguro. No entanto, há alguns critérios que são levados em conta, como a existência de motorista, propriedade de mais de um veículo e instalação de rastreadores.

Em geral, os seguros são contratados para carros importados. Na contratação do seguro, a análise personalizada do segurado prevalece sobre a avaliação do veículo.

No caso de um acidente, o seguro garante a reposição da parte danificada com peças originais e livre escolha de oficinas.

A apólice vem acompanhada de muitas regalias para o segurado: cobertura para perda e roubo de cartão de crédito ou débito; parcelamento do seguro em até dez vezes iguais; pontos para programas de milhagem; cartão de crédito top de linha, com a primeira mensalidade paga; carro reserva blindado, com ar condicionado e direção hidráulica e o dobro da garantia para veículos zero quilômetro, passando de três para seis meses.

Para o exigente público feminino, os agrados são variados: o seguro do automóvel de luxo oferece serviços de baby sitter, independentemente do motivo que originou a necessidade dessa profissional; assistência nutricional; concierge (alguém que cuida de reserva e compra de ingressos, reserva e confirmação de hotéis, por exemplo). São mimos acrescentados aos serviços tradicionais e gratuitos de Assistência 24h.

O seguro oferece, ainda, cobertura adicional, contratada à parte, para bens pessoais que estejam dentro do carro, em caso de furto ou roubo, como notebooks, óculos, maquiagem, bolsas, MP3, entre outros.

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Por que muitas obras de arte não têm seguro?

Notícias sobre o roubo de peças de alto valor, sem proteção de seguro, são frequentes. Raramente as obras roubadas dos museus e até de coleções particulares têm seguro.

Foi o que aconteceu em junho de 2008, quando ladrões levaram obras de Pablo Picasso, Di Cavalcanti e Lasar Segall da Estação Pinacoteca, em São Paulo, avaliadas em aproximadamente R$ 1 milhão. Em dezembro de 2007, o prejuízo foi maior: US 1 bilhão. Duas telas valiosas, de Picasso e de Candido Portinari, foram roubadas do MASP (Museu de Arte de São Paulo). O acervo de nenhum desses museus tinha seguro.

O mesmo ocorreu em fevereiro de 2006. Dessa vez, o roubo foi de quatro telas do Museu Chácara do Céu, que fica em Santa Tereza, no Rio de Janeiro. As obras eram de Picasso, Salvador Dali, Henri Matisse e Claude Monet.

Mas as vítimas desprevenidas não são apenas os museus. Em novembro de 2005, um colecionador perdeu uma obra de Cândido Portinari avaliada, na época, em R$ 2,5 milhões. A tela estava guardada na galeria Thomas Cohn, em São Paulo. Nem o proprietário nem o dono da galeria tinham contratado seguro.

É bem verdade que são poucas as seguradoras que trabalham nesse ramo. Mas um dos principais motivos para o reduzido número de apólices são a confiança desmedida nos sistemas próprios de segurança e a suposição de que custa muito caro fazer um seguro para obras de arte.

A partir desse pressuposto, muita gente não faz nem a cotação, o que é um equívoco. Em comparação a um carro de luxo, cujo prêmio corresponde a cerca de 9% do valor do veículo, o custo do seguro de uma obra de arte é bem menor: varia de 0,8% a 2% da avaliação feita.

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Como calcular o valor de obras de arte e joias?

No caso de obras de arte, a melhor forma de se obter uma avaliação seria a de procurar um escritório de arte conceituado. Geralmente, as obras avaliadas possuem laudo de autenticidade e valor de mercado, serviço conhecido como expertise.
Para as joias, o seguro não garante o valor afetivo. A avaliação pode ser feita por um designer ou joalheiro reconhecido no mercado.

Das particularidades desses bens deriva a diferença do cálculo entre os seguros de automóvel e de obras de arte, joias, acervos particulares, coleções valiosas, etc.

Fundamentalmente a distinção entre esses tipos de seguro está no risco que cada um deles representa para a seguradora. Enquanto uma obra de arte fica guardada em casa ou em museus e galerias, o automóvel circula e, muitas vezes, é estacionado nas ruas.

Mas esse é apenas um dos critérios que orientam o custo da apólice de uma obra de arte. Um dos riscos que influenciam bastante é o de incêndio. Para avaliar o custo dessa garantia, a seguradora vai levar em conta o local em que a obra se encontra, a região onde o imóvel está situado, a existência ou não de sistemas de segurança e alarme, a estrutura da construção e as condições da instalação elétrica.

Cabe ao proprietário de uma obra de arte providenciar a avaliação por um marchand, que cobra por seus serviços cerca de 1% do valor de avaliação. Supondo que sejam vários bens a serem avaliados, as taxas de seguro e avaliação podem ser negociadas e reduzidas.

Obras de arte, assim como joias e relógios de luxo, que valem mais de R$ 2 milhões, vão exigir a contratação de resseguro, uma apólice que garante as seguradoras contra riscos de valores acima de sua capacidade financeira.

O aumento ou a redução do prêmio vai depender também do gerenciamento dos riscos, que o profissional especializado da seguradora realiza. Alguns riscos, inclusive, não têm cobertura do seguro, como infiltrações e ataque de cupins, por serem considerados descuidos do segurado.

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Quais os cuidados recomendados para a preservação de obras de arte?

Quem possui uma obra de arte deve adotar um programa de conservação preventiva, gradualmente. Falta de cuidados específicos, condições inadequadas de umidade, luz e calor podem encurtar a vida de uma obra de arte, com impacto direto sobre o seu valor de mercado.

Especialistas recomendam atitudes preventivas para evitar a necessidade de reparos e restaurações. Stephan Schäfer, professor de Conservação e Restauro na Universidade de Nova Lisboa, em artigo publicado na Revista Bravo forneceu um passo a passo a ser seguido, recomendando consultar um profissional especializado para ter conhecimento dos princípios básicos de conservação científica. Entre as orientações que ele citou, Tudo Sobre Seguros destaca:

• utilização de embalagens adequadas para armazenamento e transporte é imprescindível;

• para evitar craquelamento, as pinturas sobre tela, por exemplo, devem ser transportadas exclusivamente em cabines fechadas (nunca em caminhonetes abertas), sempre na posição vertical e dispostas paralelamente ao deslocamento do veículo, e seu manuseio não pode prescindir do uso de luvas apropriadas;

• evitar luz excessiva (como a emissão direta de raios ultravioleta), calor e umidade inadequados à matéria-prima utilizada são cuidados fundamentais para garantir sobrevida à obra. O uso de desumidificadores de ar, cortinas, persianas e de ventilação controlada ameniza os seus efeitos danosos;

• água, poeira, insetos, impactos ou simples vibrações também podem prejudicar muito mais que as superfícies do objeto. Para evitar danos adicionais, é recomendável aplicar uma proteção no verso das telas. Além disso, pó de borracha especial e microescova de aspiração são medidas adequadas de limpeza que amenizam sensivelmente ações desfavoráveis do meio ambiente;

• fios de náilon, como os utilizados em pesca, ou os de algodão, têm decomposição rápida, sendo responsáveis por danos muitas vezes irremediáveis; e

• em vez de pregos mal colocados, é preferível optar por ganchos rígidos ou chapas de metal furadas e bem ajustadas; ganchos ou parafusos só podem ser fixados com buchas de tamanhos correspondentes, e é bom testá-los antes de pendurar o objeto.

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Outros cuidados fundamentais

Luz

De acordo com especialistas, os raios ultravioleta causam danos severos e irreversíveis a uma obra de arte, especialmente quando produzidas em papel e tecido, e também em fotografias. Corte todas as luzes do cômodo em que a obra está guardada, utilizando cortinas e até blackout, dependendo da incidência da luz do sol.

Existem aparelhos para auxiliar na medição da intensidade da luz, como o luxímetro e o uv-metros. Stephan Schäfer recomenda a escolha de uma fonte de iluminação própria, com lâmpadas que simulam o espectro da luz solar sem emissão de raios ultravioleta, ressaltando que tubos fluorescentes comuns ou fontes de halogênio nunca devem ser usados.

Ele desaconselha iluminação embutida na parte superior da moldura das telas, que aquece o local e deteriora a peça. O professor sugere que quando for impossível evitar a iluminação fluorescente, sejam utilizadas mangas de filtros especiais para eliminar a radiação ultravioleta.

 

Condições climáticas

A recomendação é para manter constante a temperatura no ambiente em que se encontram os quadros. A umidade relativa do ar deve ser reduzida para 50% e a temperatura média mantida em 10ºC (centígrados). A vida útil de telas dobra em condições ideais de umidade e triplica com a temperatura adequada, ensina o professor da Universidade de Nova Lisboa.

O monitoramento das condições ambientais pode ser feito com termômetro e higrômetro, existindo recursos mais sofisticados e eficientes, fornecidos por termohigrógrafos (sensor de temperatura recomendado em ambientes nos quais a relação temperatura e umidade é relevante) e data-loggers digitais (sensores de temperatura e umidade integrados, de alta qualidade, para medições precisas e confiáveis).

 

Insetos

Cupins, brocas e outras pragas que se proliferam em móveis, livros, papéis e tapetes comuns também atacam e destroem as obras de arte, lembra Stephan Schäfer.

Enquanto os ataques de brocas são facilmente detectados pelo acúmulo de pó fino de madeira deixado sob os orifícios que esses insetos fazem, o efeito devastador dos cupins só pode ser notado tarde demais, quando o interior das peças já está comprometido.

Todos os objetos atingidos por essas pragas devem ser tratados imediatamente, com os cuidados necessários para não prejudicar as telas. Schäfer é enfático quando diz que nenhuma obra de arte deve ser tratada com cupinicidas ou inseticidas líquidas, porque causam manchas, cheiro e até dissolução da tinta pela ação do solvente. A seu ver, o método mais indicado é o da atmosfera de anóxia, que elimina os insetos pela ausência de oxigênio, sem utilização de substâncias tóxicas.

 

Água

A instalação de sensores de alerta de água em áreas de sua casa suscetíveis de infiltrações, a começar pelo ambiente em que uma obra de arte se encontra.

 

Monitoramento do ambiente

Instalar detectores de fumo – nunca sprinkler (chuveiro automático de extinção de incêndio) – é fundamental para proteger objetos valiosos. Esses equipamentos protegem contra danos causados por fuligem ou fumaça. Devem ser instalados num perímetro de 100 metros do objeto que você deseja proteger.

 

Guarda

Nunca guarde uma obra de arte ou tapetes num porão ou sótão. Essas partes da casa são sensíveis a mudanças de temperatura dramáticas, enchentes e vazamentos.

Se for possível, crie um “armário de arte”, com prateleiras horizontais e uma porta de vidro trancada. Enrole todos os itens finos do seu arquivo artístico e guarde os quadros com a tela voltada para o fundo do armário, na posição vertical.

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