Grandes expectativas


04/10/2011  

Grandes eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas prometem elevar o número de negócios no mercado de seguros

Em 2014 e 2016 o Brasil vai virar o centro das atenções do mundo inteiro com a Copa do Mundo e as Olimpíadas, respectivamente. Dois dos eventos esportivos que mais atraem público, eles prometem gerar números impressionantes, dentro e fora dos estádios, quadras, arenas. Só em empregos, estima-se que serão criados 3,6 milhões de postos, apenas na Copa do Mundo, que por ser realizada em várias cidades brasileiras, tem uma característica mais nacional. O mercado segurador também pode esperar uma grande alavancagem nas duas ocasiões. Se a previsão de algumas seguradoras se confirmar, as Olimpíadas de 2016 podem trazer cerca de R$ 50 milhões e a Copa do Mundo, em 2014, R$ 550 milhões em arrecadação adicional de seguros.

Segundo o Diretor Comercial da Aon, Bruno Amorim, o grande objetivo desse tipo de evento é promover uma verdadeira transformação nos países-sede, tanto no tocante à infraestrutura, como no turismo e no bem-estar social. Ele ressalta que além dos eventos, outros fatores em comunhão, como o crescimento do setor petrolífero e o PAC geram um cenário ainda mais promissor para o seguro no país. “O fato de o Brasil ser uma das mais importantes economias emergentes contribui para que se torne destino de investimento e foco de atenções. Não se observou essa conjunção de fatores em outros lugares que sediaram eventos desse porte, mas podemos afirmar que ocorreram impactos permanentes no mercado de seguros”, destaca.

Sobre essa questão, o Diretor de Grandes Riscos da Allianz Seguros, Ângelo Colombo, menciona: “Diz-se até que a construção das novas usinas hidrelétricas tem sido motivada por esses eventos, o que mostra a sua grandiosa capacidade de promover mudanças para melhor nos países que os recebem”.

Para Ângelo, antes mesmo do início dos jogos existe um enorme terreno para a atuação do seguro. “Desde já existe demanda por coberturas de Risco de Engenharia, Acidentes Pessoais, Responsabilidade Civil e ALOP, que cobre o Lucro Esperado, ou seja, garante o ganho que o investidor teria, mesmo que a obra não seja concluída”, diz.

Advertisements

De acordo com Bruno Amorim, o setor de seguros nacional já tem sentido um forte impacto gerado pelas obras de infraestrutura, mas ele deve ser ainda maior quando as cidades-sede intensificarem o ritmo das construções. “Quanto aos seguros específicos para os eventos, eles geralmente são fechados cerca de 1 ou 2 anos antes da realização do evento, conforme política definida pelos organizadores”, detalha.

O melhor de tudo é saber que os benefícios dessas grandes festas do esporte serão duradouros. Além do legado de novas áreas para a realização de eventos esportivos, vias, hotéis, meios de transporte para a população, etc, novas coberturas patrimoniais das estruturas construídas garantirão ganhos a longo prazo para o mercado de seguros. Ângelo destaca o seguro demandado pela instalação de monotrilhos em várias cidades brasileiras. “Será um produto novo para nós, pois não temos ainda no país esse tipo de transporte servindo grandes massas”, lembra.

E não só os mega eventos que trazem novo fôlego para o setor. “A Fórmula 1, principalmente em São Paulo, e a Formula Indy, guardadas as devidas proporções, geram um aquecimento no volume de negócios durante sua realização, injetando capital principalmente em setores ligados aos serviços e hospedagem”, lembra Bruno.

O próprio Rock in Rio, realizado nas duas últimas semanas no Rio de Janeiro, bem como grandes feiras e festivais, também causam impacto semelhante, porém não permanentes. Nesses casos as coberturas adquiridas são ‘No Show’ (Não Comparecimento), Cancelamento, Acidentes Pessoais e Responsabilidade Civil, contratadas não apenas pelos organizadores, mas também pelas empresas contratadas pela organização e pelos patrocinadores.