O que mudou no seguro viagem


29/02/2016  

Como o seguro viagem se adaptou às férias na crise

Acabou o carnaval, acabaram as férias. É hora de voltar à rotina e o “Tudo Sobre Seguros” aborda como evoluiu o seguro mais importante nas férias – o seguro viagem.

Com recessão econômica e dólar caro, a tão sonhada viagem da família passou por alguns ajustes. De acordo com o estudo “Sondagem do Consumidor – Intenção de Viagem” de dezembro passado, do Ministério do Turismo, 86% dos entrevistados escolheram destinos nacionais em suas viagens.

Esta tendência é confirmada no mercado de Seguros. “Já podemos observar migração das vendas dos planos Internacionais de seguros para os planos nacionais. Da mesma forma, a quantidade de dias vendidos também diminuiu, ou seja, as pessoas estão reduzindo o período das viagens”, afirma Tais Oedenkoven, Gerente Comercial da QBE Brasil Seguros.

Ainda assim, ela entende que 2015 foi um ano positivo. “Não sentimos grandes impactos no ano passado, pois mesmo com a diminuição da quantidade de passageiros, os níveis de faturamento não caíram devido à alta do dólar.” De fato, segundo a SUSEP, a arrecadação de prêmios de seguro viagem aumentou 47% no acumulado de 2015 em comparação com 2014 e, no bimestre novembro-dezembro de 2015, o crescimento foi de 67% sobre igual período de 2014. Outra, entretanto, é a situação em 2016.

Mudança de hábitos

Mesmo que os planos de viajar para países e lugares distantes tenham cedido a vez para passeios em destinos mais próximos, a proteção da família não pode ficar de fora. Taís lembra que o seguro viagem deve ser contratado sempre. “Infelizmente, acidentes e doenças sempre podem acontecer. As coberturas obrigatórias de planos nacionais de despesas médicas, hospitalares e odontológicas e de traslado médico podem ser utilizadas em todo o território nacional (desde que não seja na mesma cidade do segurado – mínimo de 100 km de distância da sua residência). Já existem planos desenvolvidos e bastante adequados a estes tipos de viagens nacionais e internacionais”, explica ela.

Estes produtos, segundo a executiva, têm algumas peculiaridades. Por exemplo, algumas coberturas, como as de atraso de voo e extravio de bagagem, não fazem parte da apólice, pois só têm sentido em viagens aéreas. “Os valores das coberturas geralmente são mais baixos, considerando que os gastos serão em moeda nacional. Isto também faz com que os preços destes seguros fiquem bastante acessíveis”, diz.

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Principais coberturas

Após a Resolução do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) 315/2014, as coberturas obrigatórias para viagens internacionais são DMHO (despesas médicas, hospitalares e odontológicas), traslado médico, repatriação funerária e sanitária. Nos planos nacionais, são obrigatórios somente DMHO e traslado médico. As coberturas para doenças pré-existentes também passaram a ser obrigatórias, trazendo maior segurança para todos os planos contratados.

Foram dados inicialmente 12 meses às seguradoras para se adequarem às mudanças, prazo posteriormente estendido em mais 180 dias pela Resolução CNSP n° 329, de 22/09/2015. Assim, a ampliação de coberturas citada acima só deverá passar a valer efetivamente a partir de 20 de março próximo.

O seguro viagem é o melhor amigo do viajante na hora em que ele mais precisa. Os planos estão cada vez mais completos para oferecer ao segurado toda proteção e assistência em situações desagradáveis que podem acontecer com qualquer um. “Hoje existem coberturas de extensão de hospedagem causada por cancelamento de voo decorrente de complicações climáticas, transferência de fundos, serviço de orientação em caso de perda de documentos e até assistência legal por acidente de trânsito”, enumera Taís, lembrando que algumas coberturas ainda são pouco conhecidas do grande público.

O que fazer quando precisar

Imprevistos e problemas podem acontecer com qualquer pessoa, a qualquer hora, mas para evitar aborrecimentos no seu momento de lazer, é importante levar a apólice do seguro viagem em um local de fácil acesso. A especialista da QBE Seguros recomenda, em caso de problemas ou emergências, que a primeira providência seja entrar em contato com a central 24 horas da seguradora contratada. “Assim, o passageiro garante que será direcionado rapidamente para o atendimento mais adequado à sua necessidade. Além disto, a central sempre fará o possível para que o passageiro não precise ter nenhum gasto pessoal, pois tem a informação dos limites contratados e fará as negociações e orientações de acordo com cada plano”, conclui.