Segurança em dobro


28/09/2011  

Seguros residenciais podem garantir a proteção das fortunas pessoais guardadas em cofres

O crescimento da economia brasileira tem aumentado o número de cidadãos nas classes média e alta, e com isso cresce também o consumo de artigos de luxo. Para proteger esse patrimônio milionário, muitas famílias utilizam cofres de bancos onde podem guardar seus pertences mais valiosos, como relógios, jóias, obras de arte, além de dinheiro em espécie, documentos, entre outros.

Mas será que mesmo com a localização estratégica, códigos secretos de acesso e outros itens de segurança, os mimos dos ricos estão bem guardados? Muita gente deve ter ficado com essa dúvida após o roubo a uma agência bancária na Avenida Paulista, no dia 27 de agosto, quando 170 cofres foram arrombados por bandidos em uma ação que durou aproximadamente 10 horas. Segundo notícias saídas na imprensa, o contrato padrão de aluguel fixava indenização de R$ 15 mil por cofre, em caso de roubo ou furto, e o banco oferecia seguro para os que guardavam valores mais elevados até o limite de R$ 200 mil.

No entanto, poucos clientes fazem tal seguro, pois é preciso declarar os valores e/ou os bens e, afinal, o cliente confia na segurança do banco, sendo essa principal diferença entre guardar seus bens em um cofre público e em um cofre particular. O contrato do cofre de segurança em uma instituição bancária é baseado fundamentalmente na confiança do cliente com relação à vigilância, pois o banco fica com a obrigação de adotar todas as medidas cabíveis e necessárias à sua inviolabilidade, e à preservação dos bens guardados. Além disso, os bancos devem se submeter à LC 105/01, que estabelece, em seu art. 1º que “as instituições financeiras conservarão sigilo em suas operações ativas e passivas e serviços prestados”.

Obviamente, além dos cofres públicos, oferecidos principalmente por agências bancárias, existe a opção de guardar os bens em casa. Comprar um cofre simples, com segredo manual, e instalá-lo na residência – o que pode exigir uma pequena obra de alvenaria – não costuma sair por mais de R$ 2 mil, e garantir a sua proteção é, sem dúvida, um bom investimento para quem possui valores elevados.

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O mercado de seguros pode ajudar a proteger essa riqueza. No seguro residencial, cuja cobertura principal é incêndio, queda de raios e explosão, existe cobertura adicional para roubo de cofres, oferecida por várias seguradoras. De fato, a contratação desse tipo de seguro tem aumentado bastante e o produto já é consumido por milhares de famílias das classes mais altas em todo o país, segundo explica a diretora de Personal Lines da seguradora Chubb, Priscila Magni: “Os cofres públicos, como os localizados em bancos, são mais utilizados pelas famílias tradicionais. Já os cofres residenciais têm se tornado uma opção bem mais popular para quem quer guardar bens de valor elevado”, conta.

Para que a seguradora possa oferecer uma indenização justa, é feito um rigoroso controle do que está guardado, mas todo o processo é extremamente sigiloso. Apenas algumas pessoas dentro da seguradora, além do próprio cliente, têm acesso a essa documentação, que só é manipulada quando existe o sinistro, para que se possa mensurar corretamente os valores devidos ao segurado. “Na contratação, o cliente informa à seguradora tudo o que está no cofre e seu respectivo valor. Havendo um roubo, ele receberá de volta o valor total das peças, e mesmo que os objetos sofram uma valorização, como aconteceu recentemente com o ouro, essa alteração é levada em consideração na hora do pagamento”, afirma Priscila.

Para quem costuma viajar e levar seus valiosos pertences, uma opção é a utilização de cofre no próprio apartamento do hotel, disponibilizado atualmente por praticamente todos os estabelecimentos, que devem contar também com um seguro próprio.