Viaje seguro


06/01/2012  

Férias é época de descansar, esquecer os problemas e a correria do dia a dia, mas não é por causa disso que você vai deixar sua proteção e segurança de lado

Janeiro é tempo de férias e ainda tem muita gente planejando o que vai fazer neste verão. Nessa hora, todos se lembram de procurar um bom hotel, a melhor companhia aérea e programar passeios inesquecíveis. Mas tem um ponto nesse planejamento que pode fazer toda a diferença para que suas férias sejam um grande sucesso ou um imenso aborrecimento: o seguro viagem.

Imagine chegar ao aeroporto de destino e descobrir que a sua bagagem foi extraviada e que você não vai ter nenhuma roupa para trocar nos próximos dias. Ou então pense na falta de sorte de uma terrível dor de dente justo no dia em que você ia fazer aquele tão esperado passeio de barco. Pesadelo, não é? São coisas que podem acontecer com qualquer pessoa, mas todo esse aborrecimento pode ser bastante mitigado com a contratação de um seguro.

José Carlos Meneses, Gerente Comercial da francesa Coris, empresa que comercializa seguro viagem e o cartão MIC de assistência ao viajante, afirma que o seguro é fundamental, “pois salvaguarda o passageiro de situações que ele não planejou em qualquer tipo de viagem: negócios, cruzeiro, intercâmbio, esporte, e outros”, diz.

O agente de viagens Valmir Guimarães explica que o passageiro tem liberdade para escolher se vai ou não querer contratar a proteção. “O seguro só é obrigatório para brasileiros que estejam viajando para Europa e não tenham passaporte da Comunidade Europeia, devido ao Tratado de Schengem, que abrange a grande maioria dos países daquele continente. Para outros destinos, o seguro é facultativo”, conta.

Ele reforça a importância do produto lembrando um caso que viu de perto. “Certa vez, um cliente foi para os Estados Unidos e optou por não contratar o seguro que sugerimos. Seu filho quebrou a perna em uma estação de esqui e ele teve gastos acima de U$ 20 mil com itens que estariam cobertos pela assistência”, comenta.

O seguro viagem tem que oferecer, obrigatoriamente, proteção para riscos de morte acidental e invalidez permanente total ou parcial por acidente. Outras coberturas podem ser incluídas, como despesas médicas, hospitalares, odontológicas, diárias por atraso de voo, perda ou roubo de bagagem e danos a malas, entre muitas outras.

O cardápio de opções é diversificado, com ampla abrangência, de acordo com o perfil do viajante e o destino da sua viagem, seja no Brasil ou no estrangeiro. Há produtos para quem viaja sozinho com frequência, para a família e para executivos a trabalho. Entre as principais coberturas estão seguro de vida, assistências hospitalar / médica / farmacêutica e odontológica, bagagem extraviada ou danificada, atraso de vôo, entre outras. Com relação a valores, José Carlos afirma que “cada produto possui suas variáveis de coberturas e preços também diversificados. Um exemplo é a assistência médica onde temos produtos que cobrem de U$ 6 mil até U$ 250 mil”, diz.

Apesar de ser um seguro de prêmios relativamente baixos, o agente de viagens Valmir lembra: “o segurado pode escolher ainda outras coberturas adicionais, dependendo se suas necessidades, e é importante frisar que essas adições influenciam o valor do prêmio”, ressalta.

As coberturas do seguro viagem são limitadas ao período da viagem e garantem proteção a danos e prejuízos ocorridos exclusivamente por acidentes. Isto significa a exclusão de riscos devidos a doenças preexistentes, congênitas ou crônicas, entre outros riscos. Em casos de crise aguda, que coloque em risco a vida do segurado, durante a viagem, as seguradoras geralmente autorizam atendimento, mas limitado a um percentual sobre o valor de reembolso contratado.

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Seguro viagem com o corretor de seguros

José Carlos explica ainda que o seguro é comercializado por corretores de seguros, em instituições financeiras e em agências de viagem. “Só a nossa empresa possui mais de 160 distribuidores no mundo todo, entre corretoras de seguro, agências de viagem e operadoras de turismo, que costumam oferecer nossos produtos como um ‘upgrade’ no pacote que estão vendendo”, afirma.

Para 2012, ele acredita que o produto terá um bom crescimento de vendas no país, “devido à situação economicamente favorável no Brasil e pela mitigação da crise econômica, que esperamos que aconteça na Europa e Estados Unidos”, conta.

João Paulo Mello, superintendente geral na Tecaseg Corretora de Seguros e professor na Escola nacional de Seguros, lembra que, impulsionado pelo real forte, pela maior consciência do consumidor brasileiro e pela exigência de cobertura em alguns países, o volume comercializado do seguro viagem em 2011 cresceu cerca de quatro vezes em comparação com o de 2005, três vezes com o de 2007 e próximo de 20% sobre 2010. Mello também aposta num desempenho excelente agora em 2012: “estimativas apontam para uma arrecadação em torno de 40 milhões de reais. É um número importante, considerando-se o crescimento dos últimos anos, mas indica que ainda podemos avançar muito, dado o tamanho de nossa economia e número de viajantes”. Dentre as coberturas mais interessantes, destaca a de emergências médicas: “alguns países da Europa exigem um mínimo de 30 mil euros para esta cobertura. Já pensou você no exterior precisando de um atendimento médico de emergência, sem seguro saúde ou viagem para lhe amparar, somente com o cartão de crédito?”, finaliza.

A Superintendência se Seguros Privados (SUSEP) oferece em seu portal uma série de recomendações a quem pretende adquirir qualquer tipo de seguro de pessoas, grupo dentro do qual o seguro viagem está inserido. Então, preste bem atenção, siga as dicas e boa viagem!

1. Faça uma pesquisa de preços antes de contratar qualquer plano. Mas atenção: faça a comparação sempre considerando o mesmo tipo de cobertura e o mesmo valor de capital segurado, avaliando, também, a existência de período de carência.

2. Leia atentamente a proposta e condições gerais do seguro, em especial as cláusulas referentes às garantias e aos respectivos riscos excluídos.

3. Não efetue pagamentos em dinheiro ou com cheques ao portador, nem forneça dados pessoais ou efetue pagamentos àqueles que recorrem pessoalmente ou por telefone alegando necessidade prévia para liberação de valores de indenizações ou benefícios.

4. A proposta de contratação ou de adesão deverá ser totalmente preenchida e assinada. Caso haja declaração pessoal de saúde, questionário de perfil ou de avaliação de risco, deve-se responder a todas as perguntas com respostas corretas e completas, pois isto poderá acarretar na negativa de pagamento da indenização caso haja alguma declaração falsa.

5. Verifique se a proposta contém os valores iniciais do prêmio e dos capitais segurados discriminados por cada tipo de cobertura contratada.